EDITORIAL
Se não chamássemos Deus de amor, qual outro nome poderíamos lhe dar? Salvação, compaixão, justiça... São tantos os efeitos de seu amor que não faltariam nomes com os quais chamá-lo.
No entanto, misericórdia também parece ser um bom nome para Deus. Durante toda Quaresma celebramos o chamado de Deus a imitarmos o seu amor e sermos misericordiosos. Agora celebramos, no segundo domingo da Páscoa, a misericórdia de Deus. Esta atitude misericordiosa é, portanto, bem valorizada na Bíblia e na liturgia.
Não é mero sentimento: o compadecer-se. Mas é sentir as entranhas se contorcerem, sentir algo que nos remexe no mais profundo de nosso ser e nos conclama a atuar. Logo, misericórdia é atitude!
Certamente, é por misericórdia que assistentes sociais se engajam na proteção de pessoas em condição de vulnerabilidade social; é por ela que religiosos e religiosas assumem a cruz como loucura, mas também como estilo radical de vida; é ela que faz os números de vocacionados crescerem e não nos deixa faltar as “vocações: dons do amor de Deus”, e nem os carismas. Ora, se este sentimento-atitude é capaz de tantas coisas, então esta edição da Rogate é consagrada à misericórdia divina, em suas múltiplas faces.
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