CELEBRAÇÃO VOCACIONAL

 

A paz é fruto da justiça

Roteiro sugerido para Celebração da Palavra ou Hora Santa Vocacional. A equipe deve fazer as necessárias adaptações litúrgicas, caso seja utilizado numa Celebração ou Adoração Eucarística. Valor unitário: R$ 0,25 (pedido mínimo: 10 unidades).
Contatos: e-mail: rogate@rogate.org.br - Tel./Fax: (11) 3932-1434 / 3931-3162

(Hino da Campanha da Fraternidade 2009. Letra de José Antonio de Oliveira; Música de Daniel Pinto da Fonseca)

As estrofes poderão ser cantadas no decorrer da celebração.

1. Ó povo meu, chegou a mim o teu lamento, / conheço o medo e a insegurança em que estás. / Eu venho a ti, sou tua força e teu alento. / Vou te mostrar caminho novo para a paz.

Refrão: Onde pões tua confiança? / Segurança, quem te traz? / É o amor que tudo alcança; / só a justiça gera a paz!

2. Quando o direito habitar a tua casa, / quando a justiça se sentar à tua mesa, / a segurança há de brincar em tuas praças; / enfim, a paz demonstrará sua beleza.

3. A segurança é vida plena para todos: / trabalho digno, moradia, educação; / é ter saúde e os direitos respeitados; / é construir fraternidade, é ser irmão.

4. É vão punir sem superar desigualdades; / é ilusão só exigir sem antes dar. / Só na justiça encontrarás tranqüilidade; / não-violência é o jeito novo de lutar.

5. É como teia de aranha, a segurança (Jó 8,14) / de quem confia só nas armas, no poder. / Não é violência, não são grades ou vingança / que irão fazer paz e justiça florescer.

6. Eu desposei-te no direito e na justiça; / com grande amor e com ternura te escolhi (Os 2,18). / Como aceitar o desrespeito, a injustiça, / a intolerância e o desamor que vêm de ti?!

1. INTRODUÇÃO

A. (Animador): Minhas irmãs e meus irmãos, mais uma vez nos reunimos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. (Todos): Amém.

A.: Desde 1964, quando a Igreja começou a Campanha da Fraternidade, um assunto específico é escolhido para uma maior reflexão durante o Tempo da Quaresma. Este ano o tema é: "Segurança pública e fraternidade". E o lema: "A paz é fruto da justiça" (Is 32,17). A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pretende, com esta campanha, debater a segurança pública, com a finalidade de colaborar na criação de condições para que o evangelho seja mais bem vivido em nossa sociedade por meio da promoção de uma cultura da paz, fundamentada na justiça social.

T.: "Felizes os mansos, porque possuirão a terra" (Mt 5,5).

L1 (Leitor 1): O povo brasileiro tem fama de ser pacífico, acolhedor, mas as estatísticas mostram um povo violento, desde a colonização, principalmente com os mais pobres, negros, indígenas. A violência no campo cresce cada dia, levando muitos camponeses a deixarem áreas rurais e migrarem para as favelas das grandes cidades.

T.: "Felizes os mansos, porque possuirão a terra" (Mt 5,5).

L2: A violência não é só um ato físico, mas também moral, quando, por exemplo, um político deixa-se corromper e rouba a nação, não investindo na saúde, educação e moradia. É uma agressão às crianças e aos mais pobres que não têm como pagar por esse serviço que deveria ser gratuito.

T.: "Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados" (Mt 5,6).

L3: A violência não é um ato praticado somente nas ruas por um desconhecido ou bandido, mas também dentro de nossas casas, quando, por exemplo, os homens batem ou agridem a auto-estima da mulher e dos filhos.

T.: "Felizes os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5,8).

L4: A violência muitas vezes encontra-se no âmbito religioso quando não respeitamos o credo de nossos irmãos, que comungam do mesmo pão que comungamos. Só que de um jeito diferente. Mas acreditam na paz e no bem do mundo.

T.: "Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus" (Mt 5,9).

L5: Outro tipo de violência que acontece é a do meio ambiente. Consideramos a natureza como mercadoria. Só pensamos em explorar os seus limitados recursos, achando que o Criador nos deu esta licença quando disse: "Dominai a terra e submetei-a" (Gn 1,28). E esquecemos que em nenhum momento falou em destruição, mas sim em cuidado.

T.: "Felizes os mansos, porque possuirão a terra" (Mt 5,5).

L6: "É importante levar em conta a dimensão pessoal das questões de segurança pública. Ninguém pode eximir-se de suas responsabilidades, imaginando que a violência sempre está no outro. É preciso que cada um se pergunte: o que tenho feito para ajudar a construir uma cultura de paz? De fato, todas as pessoas sofrem, embora em diferentes níveis, as conseqüências da insegurança e, em muitos casos, por ação ou por omissão, contribuem para provocá-la" (Texto-base da CF-2009, n. 286).

T.: "Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus" (Mt 5,9).

L7: "Urge, portanto, um esforço de todos na criação de uma mentalidade de paz, que vença os conflitos e supere o ódio e a vingança. É preciso agir com competência e clareza na mediação dos conflitos, com sabedoria e discernimento à luz de critérios evangélicos. Além disso, todos devem estar atentos a tudo o que forma consciências violentas. É necessária a produção de literatura, filmes e games que valorizem a pessoa e a cultura da paz" (Texto-base da CF-2009, n. 287).

T.: "Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus" (Mt 5,9).

2. A PALAVRA DE DEUS

A.: Aclamemos a Palavra, cantando ("Chegou a hora da alegria", Zé Vicente):

Refrão: Chegou a hora da alegria: /: vamos ouvir esta Palavra que nos guia.:/

1. Tua Palavra vem chegando bem veloz. / Por todo canto hoje se escuta a tua voz. / Nada se cria sem a força e o calor, / que sai da boca de Deus, nosso criador.

L1.: O Senhor esteja convosco.

T.: Ele está no meio de nós.

L1: Evangelho de Jesus Cristo, escrito por João (14,23-24.27-28a).

T.: Glória a vós, Senhor.

L1: Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: "Se alguém me ama, guardará minha palavra e o meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos morada".

L2: "Quem não me ama não guardará minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou".

T.: "Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz".

L1: "A paz que eu vos dou não é a paz que o mundo dá".

L2: "Não fiquem perturbados, nem tenham medo. Eu vou, mas voltarei".

T.: "Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz".

L1: Palavra da Salvação.

T.: Glória a vós, Senhor.

3. REFLEXÃO

A.: O evangelho deixa claro o conteúdo da Palavra que procede da boca de Deus: "Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz". Quem ama a Deus deve amar esta Palavra, deve fazer de tudo para também ser uma pessoa de paz.

T.: "Por amor a meus irmãos e meus amigos, peço: a paz esteja convosco! " (Sl 122).

L3: Relembramos este chamado de Deus para sermos construtores da Paz em toda Liturgia Eucarística. E quando desejamos a paz uns aos outros na missa, queremos desejar bem-estar, saúde, boas relações com Deus, consigo mesmo e com os outros. Em resumo, queremos ter o coração cheio da paz de Cristo.

T.: "Pelo amor que tenho à casa do Senhor, eu vos desejo todo bem" (Sl 122).

L4: Jesus fala de paz e alegria no momento em que sua morte está para acontecer. Paz é a plena realização humana. Ela só é possível se aquele que rege uma sociedade desumana for destituído de poder. A morte de Jesus realiza a paz. Todo martírio é participação nessa luta vitoriosa de Jesus e, portanto, causa de paz e alegria.

T.: "Por amor a meus irmãos e meus amigos, peço: a paz esteja convosco! Pelo amor que tenho à casa do Senhor, eu vos desejo todo bem" (Sl 122).

L5: Jesus tinha uma grande preocupação com aquele povo que não possuía paz. Hoje já se passou tanto tempo e a preocupação de Jesus é a mesma, pois o povo de Deus ainda clama por segurança pública. A falta de segurança se manifesta todos os dias, nas ruas, dentro de casa, nas praças, no ambiente de trabalho, escolas, em qualquer lugar.

T. (pode ser cantado): Onde pões tua confiança? / Segurança, quem te traz? / É o amor que tudo alcança; / só a justiça gera a paz!

Momento de partilha. Refletir sobre o cartaz da Campanha da Fraternidade, associando a questão da segurança com a justiça social. Quais os gestos concretos para que haja cada vez mais justiça e, conseqüentemente, maior segurança e paz? Seguem algumas preces espontâneas. Concluir com a oração do Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

4. CONCLUSÃO

A.: Concluamos a nossa celebração rezando a oração da Campanha da Fraternidade, em dois coros:

Lado A: Bom é louvar-vos, Senhor, nosso Deus, que nos abrigais à sombra de vossas asas, defendeis e protegeis a todos nós, vossa família, como uma mãe, que cuida e guarda seus filhos.

Lado B: Nesse tempo em que nos chamais à conversão, à esmola, ao jejum, à oração e à penitência, pedimos perdão pela violência e pelo ódio que geram medo e insegurança.

Lado A: Senhor, que a vossa graça venha até nós e transforme nosso coração.

Lado B: Abençoai a vossa Igreja e o vosso povo, para que a Campanha da Fraternidade seja um forte instrumento de conversão.

Lado A: Sejam criadas as condições necessárias para que todos vivamos em segurança, na paz e na justiça que desejais.

T.: Amém.

José Rodrigues da Silva
Religioso Rogacionista

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assinaturas@rogate.org.br