CELEBRAÇÃO VOCACIONAL


Vocação e missão

Baseada na mensagem do papa Bento XVI ao 45º Dia Mundial de Oração pelas Vocações,
13 de abril de 2008, 4º Domingo da Páscoa (Dia do Bom Pastor).
Preparar a leitura bíblica a partir, preferencialmente, do Lecionário, e os cantos. Destacar as vocações específicas da comunidade e recordar os jovens vocacionados, as pessoas de vida consagrada e os ministros ordenados locais e em missão (e também os já falecidos
)

1. INTRODUÇÃO

Canto inicial ("Por amor e vocação", de Pedro Brito Guimarães. CD Avancem para águas mais profundas, COMEP-2002)
Nossos corações em festa / se revestem de louvor, / pois aqui se manifesta / a vontade do Senhor, / que nos quer um povo unido, / a serviço da missão, / animado e destemido, / por amor e vocação!
Refrão: Cristo, Mestre e Senhor, / pois eterno é seu amor, / nesta fonte de água viva / somos hoje seus convivas. (bis)

A. (Animador): Caros irmãos e irmãs, estamos reunidos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. (Todos): Amém.

A.: Celebramos no 4º Domingo da Páscoa, o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Neste ano, 45ª edição, o papa Bento XVI enviou mensagem a todos os cristãos com uma reflexão sobre "As vocações a serviço da Igreja - missão".

T.: Pela força dos sacramentos do Batismo e da Confirmação somos chamados a testemunhar e a anunciar o evangelho, tornando-nos missionários, apóstolos, enviados.

A.: Jesus confiou aos apóstolos o mandamento de irem a todas as nações e fazerem discípulos, "batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19). E assegurou: "Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo" (Mt 28,20).

T.: Formamos uma Igreja missionária. Somos nós, hoje, os apóstolos, os operários e as operárias a construir o Reino de Deus.

2. A PALAVRA DE DEUS

A.: Jesus escolheu os discípulos como seus diretos colaboradores no ministério messiânico. Por exemplo, na multiplicação dos pães, quando disse aos apóstolos, "Dai-lhes vós mesmos de comer" (Mt 14,16), estimulando-os, assim, a assumir a responsabilidade pelas multidões necessitadas. A elas queria oferecer o alimento para saciar-lhes a fome, mas também revelar o alimento "que dura para a vida eterna" (Jo 6,27).

T.: Jesus era movido pela compaixão diante do povo, porque, percorrendo as cidades e aldeias, encontrava multidões cansadas e abatidas, como ovelhas sem pastor (cf. Mt 9,36).

A.: Do seu olhar de amor nascia o convite aos discípulos: "Rogai, pois, ao Senhor da messe, que mande operários para sua messe" (Mt 9,38). E enviou os Doze, primeiramente "às ovelhas perdidas da casa de Israel" (Mt 10,6), com precisas instruções. Vamos ouvir o trecho completo:

Canto de Aclamação (à escolha)

Leitor proclama o evangelho de Mateus (Mt 9,35-10,1.6-8), preferencialmente do Lecionário (sáb. da 1ª sem. do Adv.).

3. REFLEXÃO DA PALAVRA

A.: Esta página do evangelho de Mateus, chamada comumente de "discurso missionário", apresenta os aspectos que caracterizam a atividade missionária de uma comunidade cristã, que deseja ser fiel ao modo e ao ensinamento de Jesus.

L1 (Leitor 1): Corresponder ao chamado do Senhor comporta afrontar com prudência e simplicidade cada perigo e até mesmo as perseguições, pois "um discípulo não é mais que seu mestre, nem um servo mais que o seu patrão" (Mt 10,24). Sendo um só com o Mestre, os discípulos não estão sozinhos ao anunciar o Reino dos Céus, mas o próprio Jesus age neles:

T.: "Quem vos acolhe, a mim acolhe; e quem me acolhe, acolhe aquele que me enviou" (Mt 10,40).

L2: Enviados pelo Senhor, os Doze receberam o nome de apóstolos, chamados a percorrer os caminhos do mundo anunciando o evangelho, como testemunhas da morte e ressurreição de Cristo.

L3: O Livro dos Atos dos Apóstolos considera muito importante, no processo de evangelização, o papel também dos outros discípulos, cuja vocação missionária surge através de circunstâncias providenciais, às vezes dolorosas, como a expulsão da própria terra enquanto seguidores de Jesus (cf. At 8,1-4).

T.: O Espírito Santo permite transformar esta prova em ocasião de graça, fazendo com que o nome do Senhor seja anunciado a outros povos e assim cresça o círculo da comunidade cristã.

L1: Foi sempre "o amor de Cristo" que impeliu os apóstolos (cf. 2Cor 5,14), seja no início da missão ou posteriormente. Como fiéis servidores da Igreja, dóceis à ação do Espírito Santo, muitos missionários, ao longo dos séculos, seguiram os passos dos primeiros discípulos.

L2: Observa o Concílio Vaticano II: "Cada discípulo de Cristo tem sua parte na tarefa de propagar a fé. Mas Cristo, o Senhor, apesar disso sempre chama dentre os discípulos aqueles que ele mesmo quer, para que estejam com ele e os envie a evangelizar os povos (cf. Mc 3,13-15)" (Decreto Ad gentes, 23).

L3: Dentre as pessoas que se dedicam totalmente a serviço do evangelho estão, de modo particular, os sacerdotes. Eles são chamados a levar a Palavra de Deus, administrar os sacramentos, especialmente a Eucaristia e a Reconciliação, dedicarem-se ao serviço dos excluídos, doentes, sofredores, pobres e de tantos que atravessam momentos difíceis, em regiões onde as pessoas ainda hoje não tiveram um verdadeiro encontro com Cristo.

T.: Através dos sacerdotes, Jesus se faz presente na humanidade, até os confins mais distantes da terra.

L1: Na Igreja, desde sempre, não são poucos os homens e as mulheres que, movidos pela ação do Espírito Santo, escolheram viver o evangelho de modo radical, professando os votos de castidade, pobreza e obediência. Estas pessoas consagradas, pertencentes a inumeráveis institutos de vida contemplativa e ativa, desempenham até hoje "importantíssimo papel na evangelização do mundo" (Decreto Ad gentes, 40).

T.: Com a oração contínua e comunitária, os consagrados de vida contemplativa intercedem incessantemente por toda a humanidade. E os de vida ativa, com suas múltiplas formas de ação caritativa, levam a todos o testemunho vivo do amor e da misericórdia de Deus.

L2: Diante destes apóstolos do nosso tempo, o papa Paulo VI disse: "Graças à sua consagração religiosa, eles são por excelência voluntários e livres para deixar tudo e ir anunciar o evangelho até as extremidades da terra. Eles são empreendedores, e o seu apostolado é muitas vezes marcado por uma originalidade e por uma feição própria, que lhes proporcionam admiração. Depois, eles são generosos: encontram-se com freqüência nos postos de vanguarda da missão, enfrentando os maiores perigos para a sua saúde e para a sua própria vida. Sim, verdadeiramente a Igreja deve-lhes muito" (Exort. Apost. Evangelii nuntiandi, 69).

L3: Além disso, para que a Igreja possa continuar a missão confiada por Cristo e não faltem os evangelizadores, dos quais o mundo necessita, as comunidades cristãs devem investir em uma constante educação da fé das crianças, jovens e adultos. Devem, também, manter vivo nos fiéis o senso de responsabilidade missionária e participação solidária junto aos povos.

T.: O dom da fé nos chama a cooperarmos na evangelização.

L1: Que o Senhor da messe nos ajude a aumentar esta consciência missionária, que seja cada vez mais alimentada através da pregação e da catequese, da liturgia e de uma formação permanente à oração. Que seja, também, amadurecida com o exercício da acolhida, caridade, acompanhamento espiritual, reflexão e discernimento, e com a elaboração de um projeto pastoral, com atenção especial às vocações.

T.: Somente em um terreno espiritualmente bem cultivado florescem as vocações ao sacerdócio ministerial e à vida consagrada.

L2: De fato, as comunidades cristãs que vivem intensamente a dimensão missionária do mistério da Igreja nunca se fecharão em si mesmas. A missão, como testemunho do amor divino, torna-se particularmente eficaz quando é partilhada na comunidade, "para que o mundo creia" (cf. Jo 17,21).

L3: Então, a graça das vocações é o dom que a Igreja invoca cada dia ao Espírito Santo. Como em seu início, a comunidade eclesial, reunida junto à Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos, aprende com ela a implorar ao Senhor o florescimento de novos apóstolos que testemunhem aquela fé e amor necessários à missão.

T.: Maria, Rainha dos Apóstolos, intercedei por nós junto ao Senhor da messe, para que tenhamos cada vez mais operários e operárias.

Animador motiva para preces espontâneas. Concluir a reflexão da Palavra com a oração do Pai Nosso e da Ave Maria.

4. CONCLUSÃO

A.: Concluamos a nossa Celebração Vocacional louvando e agradecendo a Deus por tantos benefícios concedidos, pelo compromisso dos vocacionados e vocacionadas, cristãos leigos e leigas, pessoas de vida consagrada e ministros ordenados. Louvemos junto com o salmista (Sl 133/134), em dois coros:

Lado A: Vinde, agora, bendizei ao Senhor Deus, vós todos, servidores do Senhor, que celebrais a liturgia no seu templo, nos átrios da casa do Senhor.

Lado B: Levantai as vossas mãos ao santuário, bendizei ao Senhor Deus a noite inteira! Que o Senhor te abençoe de Sião, o Senhor que fez o céu e fez a terra!

Segue a bênção.

Canto final ("Por amor e vocação" - terceira estrofe do canto inicial)
Nós queremos operários, / mensageiros do Senhor, / que nos façam solidários / a serviço do amor, / construtores da justiça, / empenhados na missão, / contra toda injustiça, / por amor e vocação!
Refrão: Cristo, Mestre e Senhor...

Juarez Albino Destro

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