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3º Congresso Vocacional do Brasil |
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por Juarez
Albino Destro Gilson Luiz Maia, sacerdote Rogacionista, assessorou o penúltimo dia do congresso, quando os participantes começaram a elaborar as indicações pastorais para o serviço de animação vocacional. Pe. Gilson já foi assessor do Setor Vocações e Ministérios da CNBB e do Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM. Atualmente reside em Bauru (SP), e presta assessorias no setor vocacional. Publicou alguns livros na área, sendo o mais recente: “O Jeito de Maria, uma aproximação à Mãe de Jesus desde a perspectiva da pastoral vocacional e juvenil” (Editora Santuário). Pe. Gilson afirmou que “todos os livros da Sagrada Escritura manifestam de alguma maneira o chamado de Deus para a vida e a missão”. Isto supera, de alguma forma, um antigo hábito de considerar como texto vocacional apenas algumas seletas narrativas. Nesse sentido, faz-se importante a Lectio Divina ou Leitura Orante da Palavra na animação vocacional, em vista da formação dos animadores e animadoras e do acompanhamento dos vocacionados e vocacionadas. No que se refere à oração vocacional, o assessor deixou claro que a ordem de Jesus, expresso em Mateus e Lucas – “Rogai ao Senhor da messe para que envie operários (cf. Mt 9,35-38 // Lc 10,2) – é bastante atual. Depois de apresentar Jesus percorrendo “cidades e povoados” (hoje seriam o mundo urbano e rural), realizando sua missão evangelizadora-vocacional (cf. Mt 9,35), indica-se a realidade da multidão, “cansada e abatida como ovelhas sem pastor” (Mt 9,36). O texto mostra a sensibilidade e a compaixão de Jesus diante da situação da multidão. Após o “ver” de Jesus, segue o “julgar”, ou seja, a constatação da desproporção entre a grandeza da messe e a pequena quantidade de trabalhadores (cf. Mt 9,37). E o terceiro passo – sintetizado no verbo “agir” aparece com o imperativo: “Rogai ao Senhor da messe...”. Pe. Gilson relembra que o documento de Aparecida destaca a importância da oração pelas vocações ao afirmar que “não devem faltar orações especiais ao Senhor da messe”. E que devemos “intensificar de diversas maneiras a oração pelas vocações, com a qual também se contribui para criar maior sensibilidade e receptividade diante do chamado do Senhor” (DAp 314). Sobre o serviço específico de animação vocacional, o assessor afirmou não ser tarefa exclusiva dos animadores e animadoras. A missão é de todos: “somos chamados a reconhecer e a valorizar a continuidade histórica do serviço missionário na messe do Senhor. Tal serviço nos remete aos tempos apostólicos onde Jesus foi inserindo gradualmente seus discípulos na atividade missionária”, disse Pe. Gilson. O assessor ainda falou sobre a espiritualidade dos animadores, a
necessidade de estarem sempre em formação, atualizando
conteúdos e temáticas, de acordo com o contexto, servindo-se
de recursos metodológicos e estratégias de ação
planejadas.
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